domingo, 26 de dezembro de 2010

NATAL

Meu amor, este foi nosso último natal juntas de corpo e alma, no ano de 2009.

Em 2010, já estava sem sua presença física, mas sigo mãezinha, sigo enfrente, de cabeça erguida, com objetivos traçados, todos baseados nos seus preciosos ensinamentos.

Sua presença de alma é muito forte, posso sentí-la a todo instante, e sei, aliás tenho plena certeza que me acompanha 24 horas do meu dia, cuidando de mim, como fazia neste mundo.

Hoje estou assim, sozinha de corpo, mas sempre com sua retarguarda, seus cuidados, seu amor, sua luz e sua paz!

Isso nunca irá cessar!

Te amo infinitamente.

SAID - MODELO

O SAID teve início em Campinas há 15 anos na região Sul da cidade e, atualmente, atende pacientes em todas as regiões da cidade, incluindo casos de maior complexidade.
O serviço atende pacientes que precisam de cuidados especializados, mas não da internação hospitalar. Recebem atendimento, portanto, em suas próprias casas.

Além dos idosos, têm prioridade no atendimento domiciliar os portadores de doenças crônico-degenerativas agudizadas e clinicamente estáveis; as pessoas que necessitam de cuidados paliativos; e aquelas com incapacidade funcional provisória ou permanente, com internações prolongadas ou reinternações, que demandem atenção constante, como AVC.

O objetivo é propiciar atendimento humanizado que melhore a recuperação, permitindo maior autonomia aos pacientes e às famílias durante o tratamento. Com isso, a expectativa é permitir a otimização na utilização dos leitos hospitalares e reduzir o risco de intercorrências e infecções de pacientes em longas internações com cuidados de média complexidade (consultas, exames e alguns procedimentos cirúrgicos).

O atendimento no lar é feito por equipes multidisciplinares composta cada uma por médico, fisioterapeuta, enfermeiro, auxiliar e técnico de enfermagem, nutricionista, assistente social e fonoaudiólogo. As visitas são periódicas e o intervalo entre uma e outra depende do quadro clínico de cada paciente.

A necessidade do atendimento em casa é avaliada pelo hospital ou pela unidade de atendimento de urgência, no momento da alta, pelo Centro de Saúde e, em alguns casos, é realizada triagem.

A terapeuta ocupacional sanitarista Mônica Macedo Nunes, coordenadora da Atenção Domiciliar da Secretaria de Saúde de Campinas, lembrou que o SAID de Campinas foi tomado como referência pelo Ministério da Saúde para a elaboração da portaria 2529, por ser um dos mais bem estruturados no país. “Os avanços foram muitos em 15 anos".

Mônica informou que a Política Nacional de Internação Domiciliar, instituída pela portaria 2529, tem os seguintes efeitos: evita a hospitalização desnecessária, oferta uma alternativa de assistência mais adequada; promove a humanização do cuidado; resgata a autonomia do usuário e da família; permite processos de ‘alta assistida’, reduzindo o tempo de internação hospitalar; propicia o alcance de períodos maiores entre as intercorrências hospitalares em pacientes crônicos; e reduz o sofrimento de forma humanizada em situação de cuidados paliativos.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

PROGRAMA ALMIR REIS

O programa de ontem (21.12), atrasou, foi ao ar, por volta das 00h00, porém na quinta-feira dia 23.12 terá reprise no mesmo horário 22h00 e também neste domingo dia 26.12, às 18h30.

DEPRESSÃO PÓS AVC

Uma dor no braço e no pescoço também não chamou a atenção de Ezequias Pereira Braga, 56 anos. Ele culpou o estresse e o cansaço do trabalho pelo incômodo e continuou com a rotina normal. Dois dias depois, estava em coma. “Não tenho muitas lembranças. Cheguei ao hospital e me deram uma injeção. Acordei entubado, com todos aqueles tubos me incomodando. Foram nove dias sem nenhuma consciência e um mês de internação. Perdi a força dos braços e das pernas e não conseguia falar”, conta o aposentado.

Ezequias teve o derrame em maio de 1996 e passou por uma longa recuperação. Com dificuldades para andar e se movimentar, ficou deprimido. “Fiquei com uma tristeza muito forte. Sentia falta do meu trabalho e estava preso em uma cadeira de rodas. Tive muita ajuda da minha família, dos meus vizinhos e do meu neurologista. É estranho, porque a mente funciona a mil, mas o corpo não responde. Foi muito difícil, mas conforme os resultados foram aparecendo, fiquei revigorado”, diz o aposentado, que, 14 anos depois do acidente, ainda sofre com problemas de equilíbrio.

O estresse, a má alimentação e o sedentarismo foram os grandes culpados pelo acidente vascular cerebral de Ezequias. Ele acredita que se tivesse dado atenção aos fatores de risco e se cuidado mais, o resultado seria outro. “Eu ainda tinha outro agravante: tive um irmão que faleceu por causa de AVC e ele tinha problemas cardíacos. Mas não me preocupava com a saúde, vivia para o meu trabalho. É preciso ter muita força de vontade para se recuperar de um derrame”, analisa.

Em 2003, Iara Maia Dias, então com 45 anos, foi fazer um lanche em um quiosque depois do trabalho. “Estava comendo e comecei a sentir uma tonteira, ouvia as vozes das pessoas longe, como se tivesse ficado surda. Queria falar e não conseguia, a língua enrolava. Minha filha estava comigo e me levou correndo para o hospital”, relembra. O resto parece ter ficado em um lugar bem longe da memória. A última lembrança foi do médico levantando seu braço, sem que ela conseguisse expressar reação ou força.

Enquanto ainda estava em recuperação, Iara teve mais três derrames. O AVC era consequência de uma trombose, diagnosticada meses antes. O lado esquerdo ficou paralisado, mas com a fisioterapia ela recuperou os movimentos. “Acho que o estresse também colaborou. Aprendi que a gente tem que ter o momento de trabalho e de lazer, procurar relaxar, se divertir, passear ao ar livre ou ler”, conta a aposentada. Hoje, além de levar a vida de uma forma mais leve, ela também faz caminhadas três vezes por semana e acompanhamento médico constante. “Minha única sequela é que às vezes esqueço o que acabei de falar. O exercício faz bem, porque traz oxigenação. Sempre controlo a pressão. E, se sinto alguma coisa, vou logo para o médico”, completa.

Minha única sequela é que às vezes esqueço o que acabei de falar. O exercício faz bem, porque traz oxigenação. Sempre controlo a pressão. E, se sinto alguma coisa, vou logo para o médico
Iara Maia Dias, aposentada, sete anos depois do AVC

ATENÇÃO AOS SINAIS!

Não é difícil encontrar alguém que tenha uma história sobre AVCs. Um avó que sofreu com os males de um forte derrame, o pai que de repente não conseguia mais andar, uma jovem prima que ficou dias em coma, mas tenta se recuperar. Para Ana Júlia Chagas, 63 anos, a protagonista desse filme de terror foi a filha. A professora Beatriz Santana da Silva, 44 anos, começou a perceber algumas mudanças quando estava na faculdade. “Eu via algumas cenas ao contrário, de cabeça para baixo, não conseguia colocar o calçado, meu olho direito não mexia direito e depois um lado do lábio ficou paralisado”, lembra a pedagoga.

Foram dias sem ninguém perceber nada, até que Ana Júlia leu em uma revista sobre os sintomas do derrame e percebeu que eram os mesmo da filha. Elas correram para o hospital em busca de um neurologista. Além de descobrirem que ela tinha sofrido um AVC, a causa era ainda mais assustadora: um aneurisma no cérebro. “Foi terrível. Beatriz ficou com o lado direito completamente comprometido, perdeu a fala, ficou na cadeira de rodas, foi tudo muito rápido. Depois de um tratamento longo e um procedimento cirúrgico, ela melhorou. É preciso ficar muito atenta aos sintomas, se eu não tivesse lido, me informado, talvez tivesse sido tarde demais”, conta a aposentada.

PEQUENO PODER DE REGENERAÇÃO

Quando o cérebro sofre algum dano, a recuperação pode ser longa e lenta. As sequelas deixadas por um acidente vascular cerebral (AVC) são determinadas pela área onde ele ocorreu. Na hora da crise, é importante chegar a uma emergência em até quatro horas e meia para receber o medicamento adequado. Se o tipo for isquêmico, é dada uma dosagem do medicamento alteplase (rt-PA). Se o problema for hemorrágico, a pressão arterial é controlada e o paciente é encaminhado para uma unidade de tratamento intensiva.

Passados os primeiros socorros, já no hospital começa a fase da recuperação. O neurologista investiga a causa do acidente e as sequelas do paciente. O tratamento é feito de acordo com o resultado dos exames. Geralmente, a pessoa é encaminhada para especialistas na área de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e nutrição.

Quem tem um derrame apresenta um risco três vezes maior de ter outro do que alguém sem um histórico do problema. Nos primeiros cinco anos depois da primeira crise, as chances de acontecer outro AVC aumentam cerca de 40%. A recorrência é ainda mais perigosa, porque partes do cérebro já sofreram danos irreversíveis. No entanto, existem algumas medidas que podem ajudar a evitar outro acidente vascular cerebral, como parar de fumar, ter uma alimentação saudável, fazer uma atividade física e administrar os níveis de colesterol.

O grande problema na recuperação de um AVC é que o sistema nervoso central tem uma capacidade pequena de se regenerar espontaneamente. Uma pesquisa feita na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realiza testes com células-tronco para conseguir aumentar as chances de regeneração. Os resultados em ratos foram promissores, mas a equipe acaba de começar a fase de testes em humanos. “Estamos terminando um estudo clínico para avaliar a segurança das células da medula óssea em pacientes com AVC isquêmico na fase aguda, até 10 dias depois da crise. Se as células se mostrarem seguras e eficazes, isso poderá se tornar uma terapia”, afirma a chefe do grupo e neurobiologista Rosalia Mendez-Otero.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

AO AR!

Pessoal, vejam o e-mail que recebi

"Oi Camila.
O programa que vc gravou conosco vai ao ar essa semana.
Canal 8 da Net.
Terça e quinta às 22h
Domingo às 18h30"
Assistam todos! Quero muito a opinão de vocês!